José sofreu profunda rejeição de forma traumática (veja Gn 37). Com o passar do tempo, sendo promovido para ser o segundo no país de Egito, ele sentia que todos seus problemas estavam resolvidos (veja Gn 41.50-52). Mas quando seu passado reapareceu subitamente através da chegada dos irmãos à procura de trigo, José os rejeitou profundamente, atacando-os de diversas formas. Na vida de José aparecem sete sinais de feridas emocionais. José:
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Colocou uma máscara, não se dando a conhecer, protegendo-se, levando vantagem (v. 7).
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Falou asperamente, até inconscientemente (v 7).
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Lembrou do passado com dor (v 9).
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Acusou os irmãos (v 9).
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Rejeitou os irmãos (v 12).
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Fez demandas; as outras pessoas tiveram que provar que eram dignas (vv. 14-16)
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Fez os outros sofrerem (vv. 17-20, 24)
O nível sete de violência, abuso emocional e físico marcou os seus irmãos profundamente. Eles contaram em todos os detalhes para Jacó o que sofreram às mãos “desse homem” (Gn42.25-38). Quando José conseguiu chorar e finalmente liberar a dor que carregava por tantos anos, ele conseguiu desvencilhar-se da raiz de rejeição e aceitar e abraçar seus irmãos (Gn 45).
Mas o final feliz ainda não chegou. José não enxergou o mal que havia feito para seus irmãos. Não percebeu que de vítima passou a ser vilão. Não soube que os irmãos, ainda feridos, ficaram profundamente desconfiados dele. Apenas no último capítulo de Gênesis José descobre isso e chora novamente. Só ali José ministra amor para eles. A Edição Contemporânea diz “lhes falou ao coração”, liberando-os de seu medo (Gn 50.19-21).
Encontramos em José uma mudança do nível sete da violência para níveis normais de supercompensação (6) quanto a cuidar de sua família em todas as formas e de cumprir seu papel social como filho e irmão (nível 4). Seus sete choros entre o capítulo 42 e 50 mostram o seu crescimento, desde um choro amargo e egocêntrico para um choro pela dor dos outros. Ele mudou de tristeza segundo o mundo para tristeza segundo Deus (veja 2Co7.9-11). Na última cena de Gênesis 50 encontramos José psicologicamente capaz (nível dois) de expressar suas emoções de forma sadia e ministrar para o coração de outros. Na verdade ele age como alguém que está realmente livre e libertador (nível 1), liberando seus irmãos do seu medo paralisador.
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