Seu ministério
é bem alicerçado? Você já parou
para identificar os alicerces do seu ministério? Se
não, todo seu esforço pode ser como o do “insensato
que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram
os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e
ela caiu. E foi grande a sua queda” (Mt 7.26b, 27).
O início é
o momento de colocar alicerces. É bem mais difícil
colocá-los no meio ou no final de uma reforma. Se você
está começando seu ministério ou uma
nova fase dele, atente para os alicerces patentes no início
do ministério de Jesus:
-
O derramar do Espírito Santo
-
Firme convicção de sua identidade
-
Testes que provam seu caráter
-
Firme convicção de seu chamado
-
A escolha de sua equipe
Estou num ano de transição
entre o velho ministério MAPI nos moldes que construí
e o “nascimento” de um novo MAPI. O primeiro foi
bom em muitas coisas; o segundo pretende ser excelente em
pouco: apoiando pastores e suas equipes de liderança
para serem saudáveis. Estou em transição,
assim como muitos pastores e líderes. Que Deus nos
ajude a colocar os alicerces necessários para a nova
fase de nosso ministério.
Três destes alicerces
se encontram nos seguintes versículos: “16 Assim
que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento
o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus
descendo como pomba e pousando sobre ele. 17 Então
uma voz dos céus disse: ‘Este é o meu
Filho amado, em quem me agrado’. 1 Então Jesus
foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado
pelo Diabo” (Mt 3.16, 17; 4.1).
A unção
ou derramar do Espírito não caracterizou apenas
o início, mas todo o ministério de Jesus. Ele
deu autoridade a seus discípulos antes de enviá-los
como apóstolos e mais tarde ordenou que esperassem
pelo batismo com o Espírito Santo para começarem
plenamente seu ministério (Lc 24.48,49; At 1.8). De
forma parecida, Paulo ficou cego e parado até receber
a imposição de mãos e ser cheio do Espírito
para então começar seu ministério (At
9.17, 18). O começo de novas igrejas foi caracterizado
por essa unção (At 8.14-25; 10.44-48; 19.1-7).
A comissão pelo Espírito Santo marcou o início
da primeira equipe missionária em Antioquia (At 13.1-3).
No período em que Timóteo firmava os alicerces
na igreja de Éfeso, Paulo o alertou para manter “viva
a chama do dom de Deus que está em você mediante
a imposição das minhas mãos” (2
Tm 1.6). Ai de nós se iniciarmos nossos ministérios
sem este alicerce, podendo cair na condenação
de ter “aparência de piedade, mas negando o seu
poder” (2 Tm 3.5).
Jesus foi afirmado
pelo Pai em sua identidade de filho. Essa declaração
aparece nove vezes na Bíblia, começando séculos
antes dele nascer e encerrando décadas depois (Mt 3.17;
veja Is 42.1; Mt 12.18; 17.6; Mc 1.11; 9.7; Lc 3.22; 9.35;
2 Pe 1.17). Muitos pastores e líderes têm uma
identidade de servo e não de filho. Como servo ou obreiro,
sentem-se obrigados a ajudar os outros, ganhando seu sentido
de valor nisso. Como filhos, o ministério é
o transbordar de amor, aceitação e alegria,
de acompanhar o Pai no que enxergamos que Ele está
fazendo (Jo 5.19, 20a). A maioria entende mais a teologia
de ser filho de Deus do que a realidade de ser como Jesus
na prática. Sempre reproduzimos segundo nossa espécie
e é trágico saber que reproduzimos servos ou
obreiros bem mais do que filhos.
O terceiro alicerce é passar por um teste que prova
seu caráter. Depois de 40 dias de preparo, o teste
de Jesus foi administrado por Satanás em três
áreas (Mt 4.1-11). Vale a pena se questionar: “Se
Satanás quisesse me destruir ou ao meu ministério,
quais estratégias ele usaria?” Refletir sobre
isso pode nos ajudar a levantar uma defesa ou planejar um
“contra-ataque”, no caso de um ataque surgir.
Muitas vezes a prova vem num período de seca, num deserto,
ou mudando a metáfora, na época de “inverno”.
Nas regiões de muito frio, como no norte dos EUA, o
inverno chega com neve, gelo e frio. As árvores perdem
suas folhas, ficam sem formosura, parecem esqueletos mortos.
Mas essa época é exatamente a mais importante
para o futuro da árvore, pois é nesse período
que suas raízes crescem. Se você estiver passando
por um inverno, que Deus lhe dê graça para perceber
a bênção Dele e você possa abraçar
os Seus propósitos.
Jesus também experimentou a convicção
do Seu chamado no início de seu ministério.
“O Espirito do Senhor está sobre mim, porque
ele me ungiu para...” (Lc 4.18, 19). Esta convicção
permitiu que ele soubesse dizer “sim” à
voz do Pai e “não” às outras vozes
(Mc 1.35-38). Quem não sabe qual é seu chamado,
a área na qual deve se dedicar, é sempre jogado
de um lado para outro pelas vozes ao seu redor, pois não
tem alicerces firmes.
Um último alicerce surge no início do ministério
de Jesus quando ele escolhe sua equipe (Mt 4.18-22; veja Jo
1.29-51). Jesus investiu um ano e meio na seleção
dos Doze antes de separá-los; depois teve um círculo
maior de 70 parceiros. Se você está iniciando
uma nova fase de ministério, neste próximo período
(de alguns anos?) você precisa investir pesado para
levantar a equipe de parceiros que será o alicerce
para o resto de seu ministério. Este período
pode ser de grande alegria se você experimentar uma
boa amizade no processo de desenvolver um relacionamento especial
de uma equipe de ministério.
Encorajo-o a meditar nas passagens citadas, pedindo a Deus
um novo derramar de Seu Espírito e abraçando
os outros alicerces como fundamentos para o seu ministério.
Que você possa ser “como o homem prudente que
construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram
os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e
ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.”
Reflexão para
sua equipe:
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Qual dos alicerces mais preciso focalizar individualmente?
E de forma coletiva?
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Como posso ir atrás de uma nova unção
ou derramar do Espírito?
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Como posso firmar minha identidade como filho de Deus?
Quais áreas ainda precisam mudar?
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Qual foi a essência de cada um dos três testes
de Jesus? Se Satanás quisesse acabar comigo, quais
testes ou tentações administraria?
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Qual minha declaração de chamado?
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Como posso priorizar a escolha ou formação
de minha equipe?