A resplandecente Estrela
da Manhã nos chama para sermos, também, estrelas
a brilhar no meio de uma geração depravada e corrompida
(Fp 2.15). Existem muitas estrelas, mas nem todas realmente
brilham. Da mesma forma, há bastante líderes bons;
porém é bem mais raro encontrar líderes
excelentes que permanecem assim através dos anos.
O líder realmente grande demonstra sua grandeza na habilidade
de vivenciar o Grande Mandamento de amar a Deus acima de tudo
e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.36-40). Quer dizer,
essa pessoa é fantástica em se relacionar, até
consigo mesma, tendo uma harmonia interna que se reflete em
suas relações externas. A Grande Comissão
de fazer discípulos (Mt 28.18-20) também se pode
entender como profundamente relacional, uma vez que define o
discipulado como Jesus o definiu: uma relação
comprometida e pessoal.
Sete relacionamentos
são fundamentais para nos transportar da condição
de bons para excelentes. Ninguém será um líder
que verdadeiramente brilha se não se sobressair em cada
um deles, se relacionando bem com:
1. Jesus Cristo
2. Consigo mesmo
3. Sua família
4. Um grupo pastoral
5. Sua equipe (para um pastor, isto seria sua equipe pastoral)
6. Um líder pastoral, discipulador ou mentor
7. Amigos íntimos
Visualizemos os sete itens acima através de uma estrela.
O centro dela é Jesus Cristo e nada
pode tomar o Seu lugar de destaque. Devemos estar e permanecer
n’Ele para fazermos a diferença e brilharmos. O
verdadeiro filho não pode fazer nada de si mesmo (Jo
5.19). Isso se aplica a nós e não apenas a Jesus.
Ele esclarece isso quando diz que sem ele, não podemos
fazer coisa alguma, que não podemos dar fruto sem permanecer
nele (Jo 15.4, 5). A prioridade deste relacionamento fica claro
no Grande Mandamento e no chamado a buscar a Ele e sua justiça
em primeiro lugar, sabendo que todas as outras coisas serão
acrescentadas (Mt 6.33).

Em segundo lugar, o líder
estrela se relaciona bem consigo mesmo. Gosta
de si mesmo, sem ser orgulhoso. Leva a sério a advertência
de Paulo para Timóteo “Cuide de si mesmo...”
(1 Tm 4.16). Cuida de sua saúde física, emocional
e espiritual. Ele se entende. Conhece seu chamado, dons e pontos
fortes, como também suas vulnerabilidades e fraquezas.
Ele se esforça em crescer, em se afiar e não se
acomodar, ao mesmo tempo que fica patente que isso é
a graça de Deus agindo nele e não apenas o seu
próprio esforço (1 Co 15.10).
Uma terceira prioridade, após Deus e o cuidado consigo
mesmo, é ter uma família que
brilha, onde o mistério do amor entre Cristo e a Igreja
se revela no amor entre marido e mulher. Refletir o Reino de
Deus e desfrutar disso em casa é fundamental para a vida
e ministério de qualquer líder pastoral (1 Tm
3.2, 4-5, 10; 5.8). A família é como um farol
que não pode ser escondido, sua saúde e alegria
(ou a falta do mesmo) sendo evidente. Se ela não está
bem, levanta sérias perguntas quanto à integridade
e validade do ministério do líder. Quando brilhamos
nisto, as pessoas são atraídas a nosso casamento
e família, vendo-o como um exemplo num mundo que carece
terrivelmente disso.
Em quarto lugar, o líder estrela precisa de um grupo
pastoral que o ame, o aceite e nutra; que o ajude na
prestação de contas e ande junto dele no dia-a-dia,
encorajando-o, fortalecendo-o e, quando preciso, confrontando-o
em amor. Esse grupo cumpre as palavras de Paulo quando ele diz
aos presbíteros de Éfeso “Cuidem de vocês
mesmos...” (At 20.28). Para funcionar bem é interessante
que o grupo seja pequeno mesmo, um grupinho de 3-4 pessoas,
onde todos realmente se conhecem, abrem seus corações
e cuidam uns dos outros, até de forma preventiva para
que problemas maiores nem apareçam.
Em quinto lugar, todos temos um chamado e precisamos de uma
equipe para realizá-lo. Ninguém
vai longe sozinho. Precisamos de parceiros, aliados, com o mesmo
chamado e que nos provocam, estimulam e complementam; aliados
que nos apoiam nos momentos em que o desânimo nos acomete
e nos protegem de nossos pontos fracos. Um grande segredo para
o sucesso como líder é ter um co-líder,
um sucessor, um escudeiro que o acompanha, o seu braço
direito. Através desta equipe realmente estendemos o
Reino de Deus para outros.
Em sexto lugar, o líder estrela tem um mentor
que se importa com ele. Um mentor ou líder pastoral é
alguém que fornece um ambiente de amor e aceitação,
onde ele incentiva, exorta, desafia e provoca uma transposição
do ordinário para o extraordinário. Ele acredita
profundamente em nós e tem uma graça especial
para ministrar à nossa vida. Encontros com esta pessoa
são freqüentemente divinos, quando Deus revela o
Seu poder, sabedoria ou presença de forma especial.
E em sétimo e último lugar, um excelente líder
tem amigos íntimos, cuja relação
não se baseia no ministério. Esses amigos esclarecem
e ressaltam que existe uma vida além do ministério
que é preciosa e precisa ser desfrutada. Amigos são
pessoas com as quais abrimos nossos corações;
que têm liberdade especial para nos corrigir ou confrontar
em amor, especialmente quando somos tentados a exagerar em nossos
envolvimentos ministeriais. O ideal é termos um ou dois
amigos íntimos do mesmo sexo e, se for casado, um casal
com quem você e seu cônjuge tenham uma amizade especial.
Se puder ter um bom amigo do sexo oposto (além de seu
cônjuge), como também alguém não
crente, isso acrescenta à sua capacidade de ser uma pessoa
equilibrada. Esses amigos nos ajudam a lembrarmo-nos de que
somos “gente” e que precisamos ter momentos de simplesmente
desfrutar disso!
Quantos, desses sete relacionamentos, funcionam bem em sua vida?
Realmente vale a pena investir nestas áreas; o retorno
será sempre bem maior que nosso investimento. Se houver
alguma ponta da estrela que nem existe em sua vida, corra atrás
dela! Não fique acomodado, não se contente em
ser apenas bom. Pesquisas mostram que a área onde pastores
e líderes sentem mais carência é em sua
relação com Deus. Além disso, a maioria
dos líderes tem fraqueza na área da família
e, muitas vezes, as outras cinco pontas sequer existem!
Se estes relacionamentos não existem ou não andam
bem em nossa vida, é porque não investimos seriamente
neles. A Bíblia diz que se buscarmos, encontraremos.
Se procurarmos, acharemos. Se batermos na porta, abrir-se-nos-á
(Mt 7.7). Se não desistirmos, se realmente formos sérios
em nossa procura, Deus acabará revelando-nos quem deve
preencher a lacuna que existir nessa estrela.
Perguntas para reflexão:
1. Que nota (de 0 a 10) você daria a si mesmo em cada
um dos relacionamentos ressaltados aqui?
2. Em qual das sete áreas você mais gostaria de
melhorar? Como?
3. Ninguém consegue brilhar no seu campo ou especialidade
sem dedicação e disciplina (veja Pv 1.2, 3, 7).
O que você precisa mudar em seu estilo de vida se quiser
realmente brilhar?
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Veja informações sobre o livro O Líder que Brilha, também por David Kornfield, ganhador do Prêmio Areté de melhor livro na área de liderança de autor nacional em 2007.
Veja um questionário diagnóstico sobre os sete relacionamentos do líder que brilha.