Página Inicial      Agenda       Coordenadores      Ministérios       Ferramentas      Redes de Pastoreio
Notícias               Quem Somos              Parceiros               Fale Conosco          Karis Kornfield


O Modelo de Mentoria AROA

Uma estrutura simples e flexível para mentorear ou municionar pastores e líderes é um trio onde a cada encontro, cada um exerce um destes três papéis: a) o mentoreado, b) o mentor e c)o assessor/observador.  Vejamos com mais detalhes:

O papel do mentor.  Neste modelo, ele se esforça para limitar-se principalmente a fazer boas perguntas.  Baseia-se na convicção de que o mentoreado precisa chegar às suas próprias conclusões para que haja mudanças reais em sua vida.  O mentor NÃO é a pessoa das respostas.  Nem precisa ter uma resposta em mente.  Deve fazer boas perguntas para ajudar o mentoreado, com a ajuda do Espírito Santo que está dentro dele, encontrar a direção que está lhe faltando.  O mentor usa um paradigma de quatro passos (AROA), fazendo perguntas em cada uma destas áreas:

  1. Alvos (O que o mentoreado deseja que mude em sua vida. Este primeiro passo muda o mentoreado de focalizar em seus problemas para se orientar para as possibilidades do futuro.)
  2. Realidade (Qual sua realidade – o que impede e o que contribui para que a mudança aconteça.)
  3. Opções (Geralmente a pessoa enxerga poucas ou nenhuma opção, sendo que normalmente existe pelo menos meia dúzia.  Procure ajudá-la a listar essas opções, trabalhando com uma tempestade de idéias onde, inicialmente, tudo vale.)
  4. Ação (Priorize a melhor opção ou opções e leve-a adiante através de passos concretos e uma prestação de contas.)

O papel do assessor é anotar suas observações e ajudar na avaliação da mentoria.  Normalmente não participará ativamente.  O assessor pode até fazer umas intervenções, mas sem perder seu papel.  As intervenções, quando necessárias, devem ser rápidas, para que ele volte a sua função.  Ele deve:

  1. Anotar observações escritas sobre a) o alvo, b) realidade, c) opções, e d) ação.
  2. Indicar quando faltam 10 minutos e, de novo, quando restam 2 minutos para ajudar o mentor perceber quando o tempo de 45-50 minutos está acabando.
  3. Facilitar a avaliação da mentoria durante 10 minutos através de pedir um retorno primeiro do mentor e depois do mentoreado:
    • Pedir o mentor dar uma nota de 0 a 10 a si mesmo e fazer um breve comentário explicando sua nota.
    • Pedir ao mentoreado dar uma nota quanto à medida na qual conseguiu o que ele queria e outra nota para o mentor, com uma breve explicação dessas notas.
    • Dar uma nota para o mentor, comentando 3 ou 4 dos pontos mais positivos (sem repetir o que já foi falado pelos outros) e apenas um ou dois que devem ser melhorados.

Capacitação Neste Modelo

Na Clínica de Pastoreio de Pastores (veja programa - link), os instrutores fazem uma uma demonstração deste modelo com a ajuda de um voluntãrio como o mentoreado.  As pessoas que assistem, fazem anotações e observações sobre cada fase de AROA, ressaltando o que for especialmente bom como também onde enxergam problemas ou têm perguntas.  No final da demonstração o assessor (observador) ajuda os outros dois avaliarem esta experiência, seguido por um período onde todos os participantes na clínica fazem observações ou perguntas, ressaltando especialmente princípios quanto ao primeiro passo, à definição de um alvo.

Uma vez entendido o modelo, os participantes se dividem em trios para terem três experiências, cada um tendo sua vez de ser o mentor, mentoreado ou assessor. A seguir vem umas perguntas bãsicas que podem ajudar em cada passo; o Manual da Clínica oferece sugestões de mais perguntas em cada uma das quatro áreas.

Perguntas Básicas para Cada Passo

  1. Alvo: Qual a área ou relacionamento que você mais gostaria que mudasse? (mais ou menos 10 minutos, incluindo oração inicial pelo mentor)
  2. Realidade: Qual é a situação atual? De onde surgiu este problema e o que até agora o impediu de resolvê-lo? (mais ou menos 10 minutos)
  3. Opções: Quais são algumas opções para resolver este assunto? . . . qual seria outra opção? (tempestade de idéias; mais ou menos 15 minutos)
  4. Ação (mais ou menos 10 minutos mais 5 minutos para orações finais na parte de ambos)
    • Qual opção ou opções você prefere?
    • Quais seriam alguns passos específicos para concretizar essa opção? 
    • Ajudaria se colocasse datas para completar cada passo?
    • Quem poderia lhe apoiar nisto?  Para quem você poderia prestar contas?
Principios ou Dicas Sobre Cada uma das Quatro Areas

A. Alvo

  • Recapitulação.  Repita o que você entende que a outra pessoa está dizendo até que ela diz que você realmente a compreendeu.
  • Seja objetivo.  Ajude o mentoreado ser o mais específico e concreto possível, levando-o a identificar sua preferência se ele ressaltar mais que um alvo.
  • Responsabilidade.  O mentoreado precisa assumir responsabilidade pela sua própria vida, tendo um alvo pessoal, não um alvo para outras pessoas mudarem. 
  • O alvo pode ser modificado uma vez que entende melhor a realidade da pessoa.
  • Alvos escritos: tanto o mentor, como o mentoreado e o assessor, devem escrever o mesmo alvo para que fique claro.
  • Se o alvo for grande, pergunte quais são alguns componentes disso, e ajude a pessoa escolher um deles como seu alvo.
  • Tarefas preparatórias podem ajudar
  • A ênfase da mentoria é o presente; ministérios de restauração seriam mais indicados para tratar do passado.

B. Realidade

  • Mantenha o foco.  Não pergunte sobre a realidade da pessoa até ter alguma idéia de um possível alvo.  Não mergulhe no passado.  Neste modelo o foco tem que ser no presente, não no passado.  Existem outras formas para trabalhar o passado.
  • Identificação.  Comentando, e ilustrando, de forma breve onde você se identifica.

C. Opções

  • Abra uma tempestade de idéias onde toda idéia é válida.  Não avalie as idéias no primeiro momento.
  • Opções escritas: uma forma excelente de alistar opções boas em pouco tempo é o mentoreado e mentor (e até o assessor) tomar 2-3 minutos em silêncio, cada um anotando opções.
  • Opções enumeradas: ajuda se o mentoreado compartilha primeiro e todos alistam essas mesmas opções de forma enumerada.  Depois o mentor acrescenta suas opções, ambos continuando a numeração de opções.  Dessa forma ambos podem acompanhar em sua lista quando houver alguma mudança ou comentário relacionado a qualquer opção.
  • Gere esperança: se a pessoa chega para nós deprimida ou com sentimento de vítima, precisa ganhar um sentimento de poder, de confiança que ela pode mudar sua vida.  Se as opções não geram esperança, existe a possibilidade de partir para uma mini-ministração, iniciando pelo mentoreado abrir seu coração para Jesus.

D. Ação

  • Responder às quatro perguntas chaves indicados acima quanto ao passo de ação.
  • Ajuda muito se o mentoreado tem um grupo pastoral que pode lhe acompanhar na implementação de seu plano de ação.
  • Se faltar tempo, o mentor pode pedir que o mentoreado trabalha encima das opções dentro de 24 horas para então lhe entregar um plano de ação e para quem ele prestará contas.

Resumindo a essência, o mentor e mentoreado devem anotar de forma escrita o alvo, as opções e o plano de ação.  Devem procurar discernimento divino, podendo incluir o observador nas orações finais.

Na Clínica tomamos um tempo para olhar personagens bíblicas e especialmente a vida de Jesus quanto a exemplos de trios ou grupos pequenos que combinam o papel de mentor, mentoreado(s) e observador(es), como também a forma que Jesus usou perguntas para levar as pessoas a chegarem a suas próprias conclusões.  

Se quiser, volte para a página principal de ministérios.