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Papel de Mentor ou Líder/Facilitador de um Grupo
O mentor, líder ou facilitador,
torna mais fácil a participação de
todos, inclusive dele mesmo, de forma que todos alcancem
seus alvos. Esses servos/líderes ajudam todos os
membros do grupo a expressarem-se e sentirem-se apoiados.
O ritmo normal de uma reunião do grupo pode ser:
- Iniciar com oração;
- Retorno rápido e objetivo a assuntos ou tarefas
pendentes que foram conversados na semana anterior;
- Pedir que cada pessoa compartilhe sobre o que mais chamou
atenção na leitura da semana. (Seja sensível
à possibilidade de um ou dois casais aprofundarem
temas particulares que nem estão ligados ao assunto
abordado na leitura. Se isso acontecer com uma certa freqüência,
talvez precisem de reuniões extras para recuperar
os assuntos do módulo.)
- Com uma certa freqüência, dividir homens e
mulheres.
- Encerrar com 15 a 20 minutos de oração
séria, até mini-ministrações.
Muitas vezes, isso pode ser mais eficaz em duplas, trios
ou grupos de quatro.
Qualidades do Mentor ou Facilitador
- Experimentado: já participou de um grupo com um
mentor e aprendeu com essa pessoa como mentorear.
- Modelo: sabe demonstrar as atitudes que deseja ver nos
outros, incluindo ser assíduo nas tarefas.
- Transparente: sabe abrir seu coração e
não tem dificuldade de compartilhar sua história
e seus problemas.
- Fiel: uma pessoa de palavra, confiável, sabe guardar
sigilo (manter as coisas do grupo dentro do grupo e/ou dentro
da equipe).
- Ensinável: deseja crescer; tem um espírito
humilde o suficiente para receber correção
ou orientação dos outros membros do grupo.
- Sabe fazer boas perguntas. Não é um requisito,
mas ajuda muito se foi treinado no modelo de mentoria, AROA.
- Ouvinte: não domina as conversas; deixa os outros
à vontade para falar. Além das palavras, ouve
também o coração das pessoas.
- Entende e respeita limites, levando o grupo a fazer o
mesmo. Não permite uma pessoa dominar.
- Discernimento: procura ouvir a Deus e ajuda os outros
a fazerem o mesmo.
Papel do Facilitador
- Facilitar para que todos participem (sem forçar)
– Pv 20.5.
- Ser bom ouvinte – Tg 1.19, 26.
- Ter sempre a lição estudada – Tg
1.25.
- Abrir seu coração com coragem; às
vezes, se o facilitador abre seu coração,
inspira confiança para que outras pessoas façam
o mesmo, aprofundando o nível de abertura do grupo
– Pv 15.23.
- Ter o coração aberto para aprender mais
com os outros do grupo – Pv 27.17.
- Planejar, durante a semana, o tempo do grupo: o compartilhar
de cada um, respostas, pedidos de oração,
oração em duplas ou em grupo, etc. – Lc 14.28-30; Pv 16.1.
- Sempre que possível, ligar para as pessoas que
faltarem às reuniões (ou delegar para alguém
do grupo).
- Procurar discernir onde Deus está trabalhando
em sua vida e casamento para compartilhar, se for apropriado,
com o grupo – Pv 25.11.
O que não é Papel do Facilitador
- Julgar – Tg 4.11-12; Lc 6.41-42.
- Dar conselhos extensos, principalmente de algo que ele
mesmo não põe em prática.
- Contar casos de outros sem manter a confidencialidade.
- Falar mais do que os outros – Tg 1;19; Pv 12.18.
- Ter vergonha de demonstrar fraqueza – Pv 13.10;
Pv 12.1.
- Colocar-se em vantagem por já ter superado algo
– Lc 18.10-14.
- Ser dono da verdade – Pv 12.15.
- Usar a frase “Deus me falou que” para impor
sua opinião, mesmo que sinta que o Espírito
falou com ele. Se sua opinião for do Espírito,
vai impactar e gerar o efeito que Deus quer na vida das
pessoas – 2 Pe 1.21.
- Usar versículos para julgar ou condenar. Se alguém
do grupo realmente deixar a desejar, ele segue os passos
de Mt 18.15-17, falando com a pessoa de forma particular
como um primeiro passo.
- Ter um pré- julgamento ou discriminação
por uma pessoa do grupo. Todos têm o seu tempo determinado
por Deus para tomar passos de crescimento. Sempre é
válido investir tempo e paciência nos componentes
do grupo – Lc 16.15; Lc 15.1-7.
- Pôr panos quentes nos confrontos dentro do grupo.
Sempre que possível, ajude o grupo a chegar a um
denominador comum. Quando não conseguir, peça
ajuda do líder da equipe (o apoiador).
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